domingo, 19 de julho de 2009

Simplesmente feliz

O que te faz feliz? Se você não estiver de mau humor, aposto que consegue fazer uma listona de situações que te deixam lá em cima em menos de cinco minutos. Agora, se está demorando para chegar a uma conclusão sobre isso, um aviso de amiga: bora cuidar dessa TPM, menina!
Falo isso porque, mesmo com todos os perrengues da vida, sempre tem um jeito de achar a alegria escondida nas coisas e nas pessoas. Tudo vai da maneira que a gente olha. E de como a gente se olha, no fim das contas. Dependendo de como estamos nos sentindo por dentro, é como se vestíssemos um óculos de lentes coloridas: o mundo lá fora pode ficar azul-lindo ou cinza-chumbo.
Mas, como estamos em pleno mês de férias, quero muito convencer você, até o final deste texto, a usar as boas lentes, aquelas que vão fazer tudo ao redor parecer mais interessante.
Eu, por exemplo, estou tentando ser cada vez mais feliz com menos. E não é tão difícil quanto parece. O que me faz feliz? Ver pela milésima vez o meu filme preferido de amor. Ou fazer uma seleção das músicas mais lindas ever e ficar repetindo mil vezes no I-Pod. Rolar com a minha cachorrinha pelo tapete da sala. Estourar pipoca e comer tudo sozinha, sem culpa. Encontrar as minhas amigas para falar bobagem, rir, tomar sorvete. Ficar o dia todo de pijama, debaixo do edredom fofinho, zapeando a TV e sem pensar – nem lembrar! – dos momentos tristes da vida.
Outro dia assisti a um filme que tem o mesmo título desta seção e que contava a história de uma garota que vivia feliz sempre, o nome dela era Poppy. Pode parecer bobo, falando assim, mas depois de assistir ao filme eu cheguei à conclusão de que a maior bobagem é mesmo ficar desperdiçando a vida com tantas preocupações, picuínhas, baixo-astral. Saí do cinema achando tudo um barato, dei risada pra todo mundo que encontrei no caminho: o pipoqueiro, o cara do estacionamento, a moça desconhecida no elevador. E sabe o que ganhei de volta? Muitos sorrisos!
Então, já que você não vai ter que ir pra escola, que tal tirar esse mês inteiro para se dedicar só àquilo que te faz bem, praticar o que eu chamo de felicidadeterapia? Vale tentar uma receita nova de bolo de chocolate, reler a sua matéria preferida na Atrê, fazer um painel com as fotos que você mais gosta - assim, quando olhar pra elas, vai lembrar que a vida pode ser mais divertida, sempre.
E, quando pintar um obstáculo – uma bronca, uma brincadeira sem graça do irmão, uma chuva forte no dia em que você tinha combinado com a galera de andar de bike no parque – não deixa o mau humor tomar conta, não! Corre logo pro computador e vai ler os blogs mais divertidos que você conhece, liga para aquela amiga fofa e combina um encontro no shopping... tem mil maneiras de deixar as coisas chatas pra lá. É só começar a enxergar aquele montão de coisas legais que você pode colocar no lugar delas. Eu dei algumas idéias aqui, mas você com certeza tem muitas outras estratégias para espantar o mau humor e salvar as suas férias. Tá esperando o quê?

O que é o amor?

Os poetas vivem tentando, mas ninguém conseguiu explicar essa sensação – esse jeito de estar, de corpo e alma – que todo mundo quer experimentar. E eu vou arriscar meus palpites também, emprestando, vez ou outra, uns versos de quem realmente entende do assunto. O poeta Pablo Neruda, por exemplo, disse uma coisa bacana sobre esse sentimento, num de seus poemas: “Tira-me o pão, se quiseres, tira-me o ar, mas não me tires o teu riso”. E eu penso que o amor tem tudo a ver com essas palavras do Neruda. Para mim, amar tem a ver com querer tão bem o outro que simples detalhes – a maneira de sorrir, a voz, o toque – passam a ser viciantes, a gente sente como se não conseguisse mais viver sem!
Só que, muito além de toda a atração física – que faz qualquer um ver estrelinhas onde nem tem céu – o amor, para mim, é uma oportunidade de ser uma pessoa melhor. Disse o Neruda, em outro poema: “Dá-me amor, me sorri e me ajuda a ser bom”. O que ele diz faz todo o sentido porque, ao contrário da paixão, o amor é dedicação pura e a vontade de ver o outro feliz é tanta que fazemos tudo o que podemos – e, às vezes, o que não podemos – para arrancar um único sorriso do ser amado. Afinal, quem é que nunca dispensou “a” balada para dar um colo ao pretê, que estava meio mals? E quem nunca torrou a mesada para comprar um presente bacana de dia dos namorados?
Por essas e outras, acho que o amor é o momento em que percebemos o quanto podemos dar – e abrimos mão mesmo, sem pensar no que estamos perdendo. E, de verdade, nunca perdemos, mesmo que o romance não dê certo. A sensação de amar e de fazer o outro feliz é um prêmio em si mesmo.
Amar de verdade, para mim, também significa aprender a aceitar o outro, mesmo ele sendo diferente da gente. É também apoiar os sonhos dele, mesmo que pareçam maluquice ou bobagem, porque cada um tem o direito de escolher seus caminhos. Só que essas e outras atitudes não envolvem nada além de generosidade, aquela vontade sincera de repartir o melhor que temos em nós.
Aprender a amar é coisa pra vida toda. Mas, quanto mais praticamos, melhor. Se expressamos os sentimentos em atitudes boas, o outro passa a querer retribuir e aí se forma um círculo virtuoso, em que os dois se dão por inteiro e se bastam. Para mim, esse é o segredo dos relacionamentos felizes. Eu vivo um e posso dizer a você: o amor fez de mim uma pessoa muito melhor e valeu pagar cada centavo do seu preço – as dores, os medos, as tempestades que fazem parte da convivência a dois.
Então, nesse mês dos namorados, que tal amar mais e melhor? Para isso, nem precisa estar junto. Basta que você comece a mudar as atitudes com os meninos que estão na sua mira. Deixe de lado as cobranças, as críticas, aquele ciúme que mata e resgate o bom do amor: a compreensão, o carinho, a paciência, essas coisas que estão em falta em todos os mercados do mundo – porque se tivesse pra comprar, até eu queria! Vai ver como as coisas do lado de fora vão mudar, a partir da sua mudança por dentro.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A saudade é um filme sem cor

Que meu coração quer ver colorido. Para mim, essa é a melhor definição desse sentimento que ninguém quer ter mas com o qual todo mundo, em algum momento da vida, acaba esbarrando no caminho. Essa música se chama Brigitte Bardot e é do Zeca Baleiro. Ela traduz, em toda a sua poesia, uma coisa que às vezes aperta o meu peito e aposto que o seu também. Pode ser a saudade de alguém que a gente não vê mais, de um acontecimento muito bom ou de um tempo passado, em que as coisas pareciam mais fáceis. Saudade não é só falta, é também uma baita frustração, porque a gente sente uma vontade imensa de voltar no tempo para “ver tudo colorido” de novo, mas sabe que é impossível.
Esse negócio de “o que passou, passou”, é bom só para os grandes perrengues da vida. Mas é uma verdadeira pena que alguns momentos especiais simplesmente voem, sem a gente se dar conta disso. Cenas tão boas da infância, curtições com os amigos na adolescência, o momento em que descobrimos que o amor que sentimos pelo outro é recíproco – putz, que felicidade! – tudo isso mereceria ser eternizado. E muito mais.
Agora, tem uma coisa: eu curto a melancolia, às vezes choro em silêncio, mas sempre digo pra mim mesma que o jeito é olhar pra frente. Porque tem outra música que diz que “a saudade engole a gente” – essa cantada pela Zizi Possi, a mãe da Luiza. E engole mesmo. Se der espaço, as lembranças vão deixando o peito tão apertado que a vida parece perder toda a graça, todo o brilho. Eu tenho medo desses momentos, que todo mundo vive de vez em quando, em que a dor dói na alma. Essa não tem remédio que melhora e, de verdade, não tem cura mesmo. Convivemos com ela, tentando deixá-la escondida num cantinho, fingindo que não está ali. É a única saída!
Por outro lado, tento pensar que as boas experiências que vivemos nunca ficam perdidas num passado distante. Ao contrário: elas ajudam a moldar a nossa personalidade. Então, aquele parente ou amigo querido que partiu – para sempre ou não – continuará sempre vivendo em nós, não apenas nas doces lembranças, mas também como um pedacinho do que nós somos. O amor que já acabou – e que deixou saudades – idem. É a coleção de foras e frustrações das paixões já vividas que nos prepara para curtir os relacionamentos futuros com mais segurança e maturidade. Pelo menos esse é o meu jeito de dar pra saudade uma cara simpática, tornando-a um troço mais fácil de aturar.
E pensa bem: se o mundo parasse nos momentos bons do passado, todo mundo sairia perdendo. Afinal, o futuro traz sempre mil oportunidades. Então, quando fico triste e com saudade, logo penso: a vida vai sorrir de novo pra mim. E acontece.
O passado passou, é verdade. Mas ele fez de cada uma de nós o que nós somos hoje. Então, as experiências não foram em vão, assim como as lembranças jamais deixarão nossa memória. Nem que a gente queira.
O presente, esse sim, está sorrindo logo ali. E a minha sugestão é: vamos vivê-lo com toda a alegria e intensidade. Assim, daqui a um tempo, sentiremos saudade também desse período, que chamamos de adolescência. Mais saudades? Pois é, só não tem saudades quem passou pela vida e não viveu. E essa não é a sua, né? Nem a minha!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Diga sim!

Se você não assistiu ao filme estrelado pelo Jim Carrey, que se chama Sim Senhor, perdeu uma boa oportunidade de rir pouco e pensar muito (ainda bem que dá tempo de pegar em DVD!). A história é a de um cara que vive frustrado achando tudo uma droga: o emprego, as mulheres, os amigos, a vida, enfim. Só que, quanto mais reclama, mais vai afastando as pessoas e mais frustrado fica. Vendo o personagem assim, no comecinho do filme, me lembrei de mim mesma e de um monte de gente que eu conheço. Ao ver essas cenas, talvez você também se reconheça. Ou vai dizer que nunca usou a frase “que droga de vida eu tenho” como um mantra às avessas, repetido mil vezes num dia? Pois é, quanto mais fazemos isso, mais nos tornamos chatos, pesados, até para nós mesmos. E aí as coisas emperram de vez: os pais resolvem dar bronca, os irmãos fazem complô pra te irritar, a aula vira um troço interminável e insuportável... e por aí vai. Não que você e eu e o resto da humanidade não tenhamos o direito de achar a vida uma droga de vez em quando. E de esbravejar por causa disso, arrumar briga à toa, implicar até com a sombra nesses dias. Faz parte e tem horas que o mundo parece estar contra nós, tirando uma com a nossa cara mesmo. Só que nem sempre as pessoas e as coisas estão erradas. Às vezes, nós é que estamos contra o mundo, fazendo um esforço danado para continuar infelizes e reclamonas. Duvida?
No filme, o tal personagem do Jim – que por acaso se chama Carl – começa a perceber que estava fazendo isso quando topa participar de uma seita maluca em que as pessoas são convidadas a dizer “sim” pra tudo. Apesar de entrar nas maiores roubadas, seu novo comportamento colabora para que tudo ao redor fique mais divertido: o trabalho, os amigos, as garotas... Ele descobre novos hobbies, se abre para conhecer gente nova, passa a olhar mais de perto o problema dos outros e ajuda como pode. Com tudo isso, volta a sorrir, experimentando uma felicidade que jamais sonhou em conhecer.
É claro que não se trata de sair por aí dizendo “sim” a tudo e a todos, o que só dá certo no filme mesmo. Mas, talvez, de ter uma atitude mais positiva perante a vida. Isso eu acho que funciona. Significa sorrir mais, olhar a vida com mais curiosidade, tentar julgar menos as pessoas que se aproximam de você, dando uma chance a elas de mostrar quem realmente são antes de ignorá-las ou tratá-las com indiferença. Isso vale também para os meninos. Dizer sim à vida é descobrir que ela oferece uma montanha de possibilidades, é só a gente abrir bem os olhos e tentar enxergar mais longe. Sonhar e fazer planos é uma maneira de sair do tédio, da frustração, da raiva de si mesma, de tudo e de todos. Até as coisas chatas, as obrigações do dia-a-dia, podem deixar a gente menos estressada se adotarmos a tal mudança de comportamento do Carl. Vai adiantar reclamar delas? Arrumar encrenca com o professor, com o coordenador, com o diretor, com sabe-se-Deus-quem? Então, fofa, relaxa, deixa passar o pior e bora ser feliz assim mesmo.
As outras pessoas vão notar a diferença sem que você precise dizer palavra. E, de repente, vão começar a se aproximar espontaneamente. O mundo ao seu redor começa a mudar, porque o mundo dentro de você finalmente mudou. Simples assim.
Eu precisei ver um filme para me lembrar que a vida merece ser vivida com gosto, com prazer, com ousadia. Que só assim vale a pena. E percebi que a luzinha no fim do túnel se acendeu e começou a crescer e crescer, conforme eu me convencia de que tudo podia ser melhor. É isso aí. Eu sorri pra vida, cheia de gratidão e esperança, e ela me sorriu também. Experimenta aí e depois me conta se deu certo o seu momento “diga sim” (caixapostalblog.blogspot.com).

segunda-feira, 2 de março de 2009

O mundo é grande

E, mesmo assim, cabe inteirinho no breve espaço do beijar. É mais ou menos o que diz a poesia de Carlos Drummond de Andrade. Quem já deu um beijo apaixonado na vida sabe que ele está coberto de razão. Pois não é que, no momento daquele beijo esperado, ensaiado, tantas vezes sonhado, a gente meio que transcende, viaja sem espaço e sem tempo, se esquece e esquece do mundo? Quando volta, é como se a alegria fosse definitivamente tomar conta da nossa vida. Puxa, enfim conseguimos!
Essa mágica toda dificilmente acontece no primeiro beijo, quando estamos ainda tão preocupadas em impressionar o outro que nos esquecemos de curtir, de aproveitar aquele carinho que estamos dando e recebendo, tudo ao mesmo tempo. Na primeira vez, a gente fica mais preocupada com a técnica e, na tentativa de mostrar que sabe, só conseguimos dar bandeira de que não sabemos mesmo o que fazer – com a nossa língua e com a dele. Por isso, em geral, o primeiro beijo é um fiasco. O meu foi. Mas depois dele vieram outros, mais desencanados, mais apaixonados, muito mais felizes. É isso o que sempre digo quando garotas me contam que morrem de medo de beijar. Eu falo simplesmente: “Beija que passa”. E é verdade. Como tudo na vida, é beijando que aprendemos a beijar. Não estou querendo dizer que, por isso, você deva sair por aí treinando com Deus e todo mundo. Se você quiser, fique à vontade. Mas, se não quiser, dê tempo ao tempo, e vá adquirindo essa experiência aos poucos porque, que eu saiba, o mundo não vai acabar amanhã. E tem outra: os beijos dados com afeto e ternura são, de longe, os que mais marcam a vida da gente. E fazem todo o sofrimento valer a pena. Sim, porque quem já esperou dias, meses e até anos para ficar com um garoto sabe que por um beijinho a gente às vezes passa os maiores perrengues. Mas, quando consegue, sempre termina com aquela sensação de que valeu a pena.
É claro que, de vez em quando, a gente dá uns beijos meio frustrantes, nem todos são como aquele que eu comentei no começo dessa seção. Não porque o outro beije mal, não porque a gente não tenha acertado. O que acontece é que, às vezes, dois beijos não combinam. Uma questão de sintonia. Se o casal estiver mesmo muito a fim, até dá para acertar esse descompasso. Mas, normalmente, quando o beijo não rola, tudo o mais vai por água abaixo mesmo. E aí beijamos de novo, até... sempre! Pelo resto da vida, continuamos nos aperfeiçoando nessa arte e em todas as outras que envolvem o encontro com o outro. Por isso, eu desconfio do refrão que diz: “Já sei namorar, já sei beijar de língua”. Eu prefiro acreditar que essas coisas do amor serão sempre um desafio e todas as receitas prontas do mundo podem não funcionar numa situação especial. Cada beijo é um beijo, cada namoro é um namoro. Mesmo que a gente fique anos ao lado da mesma pessoa, beijando sempre o mesmo beijo. Em cada ocasião, dependendo do momento que os dois estão vivendo, essa maneira de trocar carinhos será diferente. Ainda bem, né?
Se você nunca beijou, faça isso quando tiver vontade, sem dar bola pro medo. Na pior das hipóteses, o beijo vai ser meio micado mesmo. Mas e daí? Depois dele virão outros e é importante dar o tal primeiro passo. Os próximos serão bem melhores e você vai acabar curtindo muito.
Pra quem já beijou, eu só posso desejar que se tornem especialistas na matéria. Para isso, nem é preciso beijar muito. Mas, talvez, curtir mais cada beijo, entendendo que esse carinho significa sempre a oportunidade de dar e receber afeto. E talvez esse seja um bom remédio para a nossa loucura, não é mesmo?

Pelo direito de sonhar

Andei conversando com duas leitoras amigas no MSN esses dias e fiquei tão passada com o que rolou no papo que resolvi dividir com vocês. São duas meninas superinteligentes, descoladas e tal. Uma quer ser atriz e a outra, jornalista, como eu. Só que, durante a nossa conversa, as duas deram a entender que estavam meio inseguras e que não se sentiam boas o suficiente para correrem atrás desses sonhos. Por isso, talvez fizessem outra coisa qualquer da vida. Isso me fez ter uma vontade imensa de ir até lá, para tentar convencê-las de que TUDO é possível. Sim, é assim mesmo que eu penso. E gostaria muito que os jovens entrassem nessa onda, de verdade. Não só na hora de escolher a profissão, mas também de lutar por coisas grandes, como um mundo melhor. Enquanto a gente continuar acreditando que não somos inteligentes o suficiente, enquanto não pudermos confiar no nosso potencial, continuaremos nos contentando com pouco, com o ruim, com o que é “normal”. Mas se a vida não for uma oportunidade de lutar para obter o que realmente desejamos – e certamente merecemos – então, de que ela vale?
Monteiro Lobato, escritor brasileiro, usou uma frase que eu levo muito a sério: “Loucura? Sonho? Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira -- mas já tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum”. Eu concordo plenamente com essa história de que temos de levar nossos planos adiante, por mais que os outros - e até uma partezinha dentro de nós mesmas – tentem nos convencer do contrário. Se não dá para acreditar num futuro melhor e mais feliz, do jeitinho que a gente gostaria que fosse, então o presente vai se transformar sempre numa experiência chata, sem graça.
Eu não poderia contar nos dedos o número de pessoas mais velhas que eu conheço e que caíram nessa besteira de achar que não deviam desejar certas coisas, porque não mereciam ou não seriam capazes de lutar por elas. Aí, escolheram uma profissão que nem curtem tanto, entraram num relacionamento mais ou menos - só para não ficar sozinhos -, adiaram para sempre o objetivo de fazer aquela viagem internacional que sempre quiseram, entre outras burradas. E hoje eles são os adultos frustrados que querem convencer a galera mais jovem a fazer o que parece mais certo, possível, “normal”. Agora, quer saber de uma coisa? Eu acho que o mundo só virou esse lugar meio triste de viver por causa dessa gente que desistiu de sonhar sonhos grandes, sonhos loucos, desses difíceis de realizar. Mas pense bem: não é muito mais divertido fazer o impossível? Então, pergunte a você mesma: quais são os seus planos que andam esquecidos numa gaveta qualquer, porque falta coragem de correr atrás deles? Que tal botar isso pra fora, fazer o que estiver ao seu alcance para realizar e, finalmente, ser feliz de verdade? Comece com coisas pequenas e vai perceber que, a cada desafio vencido, conseguirá chegar mais longe. É simples: basta seguir os seus sonhos. Os SEUS, tá?
Ah, e da próxima vez que alguém tentar convencê-la de que a vida só vai piorar e que o futuro não existe, em vez de se preocupar com o que vai acontecer depois, pergunte-se: “O que eu posso fazer agora?”. Cada um de nós pode fazer muito mais do que imagina, pelo nosso próprio futuro e de todas as outras pessoas que são os nossos vizinhos aqui no Planeta Terra. Só é preciso um tiquinho de coragem para dar o primeiro passo. Bons sonhos pra você!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Férias o ano todo!

Putz! Tem coisa mais legal do que ficar um mês inteiro de bobeira, sem ter que pensar em provas, trabalhos, lições? Melhor ainda porque o tempo – finalmente! – esquenta em janeiro e dá aquela vontade de curtir com os amigos, de passear, de se divertir. Parece que, pelo menos por alguns dias, a gente desacelera um pouquinho, deixa a deprê de lado, meio que desiste de consertar tudo e todos. E simplesmente se joga numa rede, ou numa piscina. O resto que se dane!
Se bobear, fazemos até mais amigos, damos um tempinho nas brigas com os pais e os irmãos. E tudo isso por que? São as férias que fazem essa mágica dentro da gente! Então, já que os dias livres são mesmo o tudo-de-bom da nossa vida, resolvi fazer essa campanha: todo adolescente tem direito a ter férias o ano todo. Concorda? É claro que não falo de um ano inteiro sem escola, sem compromissos, sem horários. Mas tenho outra idéia, essa perfeitamente possível de ser colocada em prática em todos os 365 dias do ano: que tal tentar esticar esse climão de férias até o Natal? E por que não?
Vou dizer pra você o que penso. Grande parte das pressões e das preocupações vêm de fora para dentro e têm a ver com as nossas obrigações do dia-a-dia. Afinal de contas, a gente não tem como entregar aquele trabalho na data que a gente quer, tem que ser quando a professora manda. Da mesma forma, em casa, temos as nossas responsabilidades e é quase um milagre quando conseguimos sair ganhando nas nossas negociações. Tudo bem. Mas quando falo em manter aquele espírito relax das férias penso em evitar – ou pelo menos dar menos atenção – as cobranças e encanações que a gente mesmo cria e que nos impedem de curtir essa fase tão boa que é a adolescência. Nas férias você não se dá o direito de “deixar pra lá” um montão de coisas chatas? Não olha para as paisagens procurando sempre as coisas boas? Não vê as pessoas novas como possíveis amigos? Não se diverte mais, enfim? Pois bem, eu acho que, mesmo nos outros meses do ano, dá para exercitar esse olhar curioso e que busca sempre algo de positivo lá fora e também dentro da gente. Dá pra viver sem tanta correria, sem tanto stress, isso às vezes vira um hábito. Tipo: a gente tá tão acostumada a acordar atrasada e a tomar o café da manhã correndo que faz isso até em pleno sábado. Mas não poderia pegar mais leve, se organizando para fazer tudo com calma e aproveitando melhor cada momento?
Se nos esforçarmos um pouquinho, também conseguiremos olhar para as pessoas, os lugares, as situações, como se fosse a primeira vez, procurando algo de bacana neles, como fazemos nos dias de férias. É assim que a vida fica mais gostosa, quando aprendemos a curtir com aquilo que ela nos oferece. E ponto. Podia ser melhor? Sim, podia. Mas e daí? Quem tá de férias não perde tempo amarrando um bico daqueles. Ao contrário, começa logo a pensar na próxima oportunidade de se divertir. Não é assim?
Então, aproveite as férias ao máximo, mas tente agir de um jeito mais tranqüilo e alegre nos outros dias do ano também. Porque as obrigações e as preocupações que invadem a nossa cabeça logo em fevereiro fazem parte da vida. Mas quem as transforma num monstro capaz de devorar a nossa felicidade por completo somos nós mesmas. Por isso, quando o bicho estiver pegando, uma dica: diga a si mesma que está de férias e dê um tempo no pessimismo, no stress, no mau humor, nas cobranças que faz a si mesma e aos outros. Pense bem: sempre tem um jeito de passar por uma situação difícil – por pior que ela seja – sem sofrer tanto. A escolha é sua. E minha. Será que a gente consegue?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Navegar é preciso...

Imagine se tivesse que passar um mês num lugar distante e primitivo, onde Internet e celular fossem coisa de ficção científica. Você agüentaria viver totalmente desplugada? Difícil, né? Eu tenho até arrepios só de pensar! Mas, nos últimos dias, fiquei imaginando que muita gente seria mais feliz se não tivesse tanta tecnologia por perto.

Tem garotas, por exemplo, que usam o Orkut só para xeretar os recados que as outras pessoas deixam para o namorado ou ficante. E, claro: um belo dia acabam achando algo suspeito. Muitas vezes, é por causa de um mal entendido muito do bobo que um romance que tinha tudo para dar certo acaba em briga e choradeira dos dois lados. E eu pergunto: sem acesso ao perfil do namorado, a tragédia não seria evitada? Siiim!

Tem também as que usam a Internet pra fazer trabalhos de escola. Mas, em vez de ler com atenção o que estão simplesmente copiando e colando, entregam logo a folha assinada com o nome delas, sem nem saber direito de onde saíram aquelas informações. E aí acabam tirando nota baixa, porque a professora, que não nasceu ontem, percebe a mancada. Se essas garotas tivessem ido até a biblioteca para pegar um livro, não teriam dormido sem pagar esse mico na frente dos amigos do colégio? Siiim!

Então, antes que você me ache mais louca do que realmente sou, vou explicando logo onde quero chegar citando esses (maus) exemplos de uso da Internet. Claro que eu nem penso em convencer você a deixar o computador de lado – o que seria uma idiotice completa, eu sei. É lógico que a Internet facilita a vida, não só na hora de pesquisar, como também pra se divertir e se relacionar. O que eu quero mesmo, na seção deste mês, é convidar você a pensar sobre como anda usando essa tecnologia toda. Para o seu bem? Mesmo? Porque computador e celular podem ajudar a gente a viver melhor. Ou pior.

Tem muita coisa legal na rede, mas também tem muito lixo. Da mesma forma, tem gente com quem vale a pena fazer amizades virtuais. Mas também tem muito Joselito que só tá ali para tirar proveito, para brincar com as emoções dos outros e até para cometer crimes – é, isso não acontece só na casa da vizinha da prima da irmã da avó. E cabe a cada um de nós escolher o que vamos deixar entrar na nossa vida. As ferramentas que nos dão privacidade existem exatamente pra isso: você tem o direito de decidir quem vai ver suas fotos no Orkut e quem vai adicionar no seu MSN. Prestar atenção nesses detalhes pode ser uma maneira de se proteger e até de ser mais feliz. Na rede e fora dela.

Além de tentar não se expor, talvez seja legal pensar duas – ou três ou quatro – vezes antes de se declarar no Orkut ou mesmo ao deixar uma fofoquinha por lá. Será que aquela pessoa não vai mesmo aceitar o seu depoimento com a informação que é segredo de estado? E quem garante que o menino com quem está falando no MSN não copia todas as páginas e mostra aos amigos? Eu mesma já me surpreendi vendo as minhas conversas gravadas e abertas para quem quisesse ler, no Orkut de outra pessoa. Depois dessa, aprendi a falar menos bobagem na rede. O que a gente escreve, já era, fica gravado. Por isso, vale ficar esperta!
Não sei o que você pensa dessa história toda, mas gostaria muito de saber. Me conta!

Antes só do que mal acompanhada

Tem um escritor que eu gosto muito, chamado Rubem Alves, que diz: “basta um amigo para encher a nossa solidão de alegria.” E não é que faz sentido isso? Quem não se lembra de um dia triste na vida em que a simples presença de um grande amigo fez tudo parecer um pouco mais fácil? Nessas horas, aquelas pessoas que realmente nos amam aparecem do nada e, mesmo que não saibam o que dizer, nos abraçam em silêncio, e a dor passa a doer menos. Claro que você também deve se lembrar de momentos felizes ao lado de um amigo, de conversas engraçadas, de passeios divertidos, de dias em que o carinho daquela pessoa por você até surpreendeu. Pois é, amigos verdadeiros têm esse poder de tornar a nossa vida muito mais legal, apesar dos problemas. Mas olha só, não é sobre os bons amigos que eu quero falar hoje. Tem outros tipos de “amigos” sobre os quais quase ninguém fala e que fazem parte da nossa vida tanto quanto os outros. Eles estão na mesma turma que a gente e até participam do nosso dia-a-dia. Mas são, ao mesmo tempo, pessoas incapazes de um único gesto de verdadeiro companheirismo. Aposto que você conhece milhões de tipinhos assim. O problema é que, na maioria das vezes, para reconhecer um sujeito – ou sujeita – desses, a gente precisa antes quebrar a cara com eles. É, porque infelizmente não dá para saber se a garota é uma tremenda amiga-da-onça só de olhar na cara dela. A gente descobre um tempo depois, com o coração despedaçado. Mas descobre. O grande risco, na minha opinião, é confundir os amigos com os não tão amigos assim. Verdade. Às vezes, a vontade de ter uma turma descolada é tanta que aceitamos sair por aí com uma galera que até é divertida, mas nunca demonstrou gostar de verdade da gente. Muitas vezes, desde o primeiro dia de convivência, já percebemos que algo está errado. Mas fazemos o possível para nos enganar. E vamos levando, até que um dia a casa cai, por um ou por vários motivos: o menino que parecia superlegal tirou o maior sarro da nossa cara na frente de todo mundo, aquela garota com quem a gente andava grudada resolveu ficar com o garoto de quem estávamos a fim ou foi a turma toda que se uniu para nos obrigar a experimentar um cigarro ou qualquer outra coisa que não estivéssemos a fim de fazer. Claro que os bons amigos também pisam na bola, todo mundo erra, não é disso que estou falando. Mas quando ficar ao lado de alguém ou de várias pessoas numa turma nos faz sentir sempre piores, nos traz mais sofrimentos que alegria, tá na cara que é hora de procurar uma alternativa melhor. Nem que seja a solidão. É, porque talvez ficando sozinha a gente consiga prestar atenção em outras pessoas e crie novas oportunidades de conhecer uma galera legal. Enquanto estamos numas de manter as aparências, naquela turma que tinha tudo para ser legal mas não é, perdemos a chance de encontrar outras pessoas realmente parecidas com a gente. Muitos “amigos” são ótimos para sair e se divertir, mas se não fazem nossa vida melhor, não servem. Por isso, a minha sugestão pra você é: repense sobre os seus amigos e separe os que servem dos que não servem. Não se impressione com aqueles que parecem os mais bonitos, os mais populares, os mais mais. Os melhores são sempre aqueles que aprenderam a nos amar e que são capazes de demonstrar isso todos os dias. Ah, me conta o que você pensa sobre isso. Quero muito saber!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Crescer tem dessas coisas…

Dá pra aprender muita coisa com a sua irmã ou com a sua priminha mais nova. Duvida? Tente prestar atenção no jeitinho dela de contar para os pais que fez alguma coisa errada. Depois de torcer o braço da boneca até arrancá-lo completamente do corpo, aposto com você como ela vai chegar num adulto com a cara mais lavada do mundo e dizer: “A minha boneca quebrou”. Assumir, assim, de cara, que ela quebrou a boneca, nunquinha! E provavelmente era assim que você fazia quando algo dava errado por sua culpa. E eu também. Tudo isso porque no começo da vida temos tanto medo de que o pai e a mãe parem de gostar da gente, que fazemos de tudo para parecer perfeitinhas, e isso inclui não errar nunca. Como é impossível viver sem pisar na bola com uma certa freqüência, uma das estratégias é esconder, ou simplesmente não assumir nossos erros.

Com o tempo, começamos a aprender que, mesmo com as nossas falhas, os outros – mas principalmente a família e os amigos – são capazes de nos amar. Então, eu pergunto: por que será que mesmo assim ainda é tão difícil admitir quando erramos? Também não sei, mas tenho alguns palpites. Em grande parte, acho que é o nosso orgulho que não nos deixa dizer “desculpa” ou “eu estava errada mesmo”, logo depois que rola um bate-boca. É por causa dele que ficamos carregando aquela história mal resolvida na cabeça por horas, dias, meses e até anos, sem coragem de tomar uma atitude. Não seria mais fácil chegar logo naquela amiga e dizer que foi uma burrada ficar com o cara de quem ela estava a fim, que estamos arrependidas e que aprendemos um monte com a atitude precipitada que tivemos? Ou, então, admitir pra mãe que passamos dos limites na última discussão e que também estamos tristes com a situação?

Em vez disso, a gente arranja desculpinhas pra nossa consciência e adia indefinidamente a conversa. Ouvimos desde pequenas que errar é humano, mas, quando erramos, ficamos nos machucando com o remorso e a culpa e, pior, não conseguimos reunir forças para tomar as atitudes que nos livrarão de vez daquela sensação que incomoda.

Não é fácil mesmo, eu também sei o quanto é preciso ensaiar antes de ligar no celular daquela amiga que já nem olha na nossa cara. Mas o barato de falar com ela é poder definitivamente se livrar daquele peso que nos persegue depois que fazemos algo que a gente sabe que não foi legal. Por isso, se você também fez uma – ou várias burradas – tenho duas boas notícias: a primeira é que você tem todo o direito de errar, porque até as garotas mais legais do mundo se enganam, agem por impulso ou simplesmente perdem a razão e armam um barraco de vez em quando. A segunda é que, se puder assumir seu erro, pedir desculpas e encerrar a história de vez, vai se sentir completamente feliz depois disso, como se a primeira reconciliação fosse com você mesma. Se não tem coragem de encarar um encontro, ligue, mande torpedo, e-mail, chame no MSN, envie flores com um cartãozinho. Você vai dar um bom exemplo pra todas as criancinhas da sua família. E aposto: vai se sentir orgulhosa por ter virado uma mulher de verdade.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Trailer do filme

Como algumas leitoras me contaram que ficaram a fim de ver "O balão vermelho" depois de ler a coluna da Atrê deste mês, fiquei fuçando no You tube até achar um trailer do filme, que é bem antigo. Esse aqui é o que mostra mais a história, mas a musiquinha de fundo é meio breguinha. Se quiserem, abaixem o volume e acompanhem as cenas. Ou criem um novo clipe, com uma música mais legal. Que tal? Eu publico aqui os melhores!! Me mandem o link. Beijinhos!

domingo, 31 de agosto de 2008

Deixe o seu recado!

Outro dia, assisti a um filme lindo e bem antigo, chamado O Balão Vermelho, do diretor Albert Lamorisse. Ele conta a história de um garoto, o Pascal, um tipo bem solitário que encontra uma bexiga amarrada num poste de iluminação. Depois de “libertá-la”, o menino começa a levá-la a todos os lugares aonde vai, pelas ruas de Paris. Os professores do colégio acham aquilo esquisitíssimo, assim como os parentes do menino. E todo mundo tenta, mas a verdade é que ninguém consegue separar os dois! Quer dizer, isso até que os “amigos” do bairro, com inveja do garoto, armam a maior cilada e conseguem finalmente acabar com a brincadeira do Pascal, furando o balão. Enquanto o menino chora, várias outras bexigas coloridas se aproximam dele, vindo de todos os pontos da cidade. Juntando todas com as mãos, o menino sobe, sobe e começa a voar sob a cidade.

Eu penso que, em alguns momentos da vida, todo mundo arranja um balão vermelho pra carregar. Pode ser um garoto de quem se está a fim, o sonho de fazer uma grande viagem ou de virar uma daquelas garotas superpopulares da escola. A gente leva essa idéia pra lá e pra cá, não pára de pensar naquilo nem por um minuto.

Mas basta a vida vir com um alfinete inesperado para estragar nossos planos - ou furar nosso balãozinho - e pronto: parece que o mundo vai acabar e que nunca mais teremos a menor chance de ser felizes! Só que a realidade normalmente é bem diferente. É justamente quando desencanamos daquele menino que só sabe nos faz sofrer que conseguimos ver outros garotos muito mais interessantes ao redor (e, certamente, um deles saberá nos dar o valor que merecemos!). É só desistir de ser popular e criar coragem de ser autêntica e os amigos começam a surgir, como que por encanto, sem que a gente precise fazer nada de muito especial. E por aí vai.

É que enquanto a gente coloca toda a nossa expectativa em cima de um único desejo – que às vezes demooora para virar realidade - acabamos nos esquecendo de curtir as outras coisas boas que a vida tem. Por isso, da próxima vez que estiver triste por causa de um namoro que não deu certo, pense na turma do colégio, nas baladas, nas viagens, nos momentos mais legais que já passou com seus pais, no jeans novinho que ainda nem estreou. Se ficou passada por causa de uma amiga que pisou na bola, lembre do menino lindo que olhou pra você de um jeito diferente ontem, daquele filme que você adora (e que já assistiu trocentas vezes), da torta de creme (ou de limão ou de maçã) que a sua avó faz, das outras muitas amigas que continuam ao seu lado, companheiras e leais.

Junte todas as coisas bonitas e deixe que elas façam você voar acima dos desafios que estiver enfrentando. É assim que a gente se torna maior que os nossos problemas.

Texto publicado na Revista Atrevida do mês de setembro, edição 169.