quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Crescer tem dessas coisas…

Dá pra aprender muita coisa com a sua irmã ou com a sua priminha mais nova. Duvida? Tente prestar atenção no jeitinho dela de contar para os pais que fez alguma coisa errada. Depois de torcer o braço da boneca até arrancá-lo completamente do corpo, aposto com você como ela vai chegar num adulto com a cara mais lavada do mundo e dizer: “A minha boneca quebrou”. Assumir, assim, de cara, que ela quebrou a boneca, nunquinha! E provavelmente era assim que você fazia quando algo dava errado por sua culpa. E eu também. Tudo isso porque no começo da vida temos tanto medo de que o pai e a mãe parem de gostar da gente, que fazemos de tudo para parecer perfeitinhas, e isso inclui não errar nunca. Como é impossível viver sem pisar na bola com uma certa freqüência, uma das estratégias é esconder, ou simplesmente não assumir nossos erros.

Com o tempo, começamos a aprender que, mesmo com as nossas falhas, os outros – mas principalmente a família e os amigos – são capazes de nos amar. Então, eu pergunto: por que será que mesmo assim ainda é tão difícil admitir quando erramos? Também não sei, mas tenho alguns palpites. Em grande parte, acho que é o nosso orgulho que não nos deixa dizer “desculpa” ou “eu estava errada mesmo”, logo depois que rola um bate-boca. É por causa dele que ficamos carregando aquela história mal resolvida na cabeça por horas, dias, meses e até anos, sem coragem de tomar uma atitude. Não seria mais fácil chegar logo naquela amiga e dizer que foi uma burrada ficar com o cara de quem ela estava a fim, que estamos arrependidas e que aprendemos um monte com a atitude precipitada que tivemos? Ou, então, admitir pra mãe que passamos dos limites na última discussão e que também estamos tristes com a situação?

Em vez disso, a gente arranja desculpinhas pra nossa consciência e adia indefinidamente a conversa. Ouvimos desde pequenas que errar é humano, mas, quando erramos, ficamos nos machucando com o remorso e a culpa e, pior, não conseguimos reunir forças para tomar as atitudes que nos livrarão de vez daquela sensação que incomoda.

Não é fácil mesmo, eu também sei o quanto é preciso ensaiar antes de ligar no celular daquela amiga que já nem olha na nossa cara. Mas o barato de falar com ela é poder definitivamente se livrar daquele peso que nos persegue depois que fazemos algo que a gente sabe que não foi legal. Por isso, se você também fez uma – ou várias burradas – tenho duas boas notícias: a primeira é que você tem todo o direito de errar, porque até as garotas mais legais do mundo se enganam, agem por impulso ou simplesmente perdem a razão e armam um barraco de vez em quando. A segunda é que, se puder assumir seu erro, pedir desculpas e encerrar a história de vez, vai se sentir completamente feliz depois disso, como se a primeira reconciliação fosse com você mesma. Se não tem coragem de encarar um encontro, ligue, mande torpedo, e-mail, chame no MSN, envie flores com um cartãozinho. Você vai dar um bom exemplo pra todas as criancinhas da sua família. E aposto: vai se sentir orgulhosa por ter virado uma mulher de verdade.

10 comentários:

Anônimo disse...

putz...é verdade...sempre kii erramos tentamos tampar o sol com a peneira ou até mesmo tentamos fazer com kii a situaçao se vire ao nosso favor. Mais a verdade é kii kanto mais deixamos o nosso orgulho comandar nas nossas vidas, mais dolorida fika a situaçao. Pq pedir perdao,desculpas ou assumir um erro, faz bem pro coraçao, pra nossa alma. Mais toda vez kii deixamos o nosso orgulho falar mais alto, isso acaba machucando a gente, e carregamos um fardo pessado, um fardo kii seria trocado por um leve sii nos acertasimos com quem magoamos.Pois a maior virtude de um mulher é assumir os seus erros...e isso nao é vergonha praa ninguem, pois errar é humano e se arrepender e mostrar arrependimento a kem magoamos é sinal de maturidade e humildade! Beijos...

Nathayer Caldeira disse...

Ontem fui correndo comprar a Atrê numa banca de revistas da Rodoviária de BH, e quando abri na Caixa Postal, vi meus pensamentos transcritos num texto seu ... Rita, foi um conselho e tanto! Crescer pra mim foi realmente uma grande mudança e, mais que nunca, me ensinou a ser melhor.
Sucesso pra você!
Beijos

gwen mignot disse...

Adorei, Ritinha! Ficou lindo! :)
Sinto sua falta lá no MSN... hehe
=)

mil beijos no coração. :*

fe frota disse...

Engraçado, eu li esse texto logo hoje, no dia em que a minha amiga brigou comigo,rs. Bom, eu não vou dizer o motivo verdadeiro de porque nós brigamos, mas eu sei que eu acho mesmo, uma bobagem. Estamos num momento meio complicado da nossa amizade, tudo vira meio que um problema, e tipo, essa minha amiga tem um grande problema em se desculpar, e tem mania de querer tudo do jeito dela, por isso que as brigas acabam ocorrendo, porque quando algo acontece da maneira inversa da qual ela queria que acontecesse, dá uma de criança mimada, e fica fazendo biquinho, e vira a cara pra mim toda vez que eu vou falar com ela. Sempre quando ocorre essas brigas eu tento consertar, porque realmente, fazer com que ela se sinta melhor, e acima de tudo, de bem comigo é mesmo muito significante pra mim, até porque amigas são pra essas coisas também. Mas tem uma coisa que me encomoda, e muito, na maioria dos nossos desentendimentos, eu vou até ela e me desculpo, mas eu queria que ela deixasse também um pouco o orgulho dela de lado, e se desculpasse, sei lá. Eu sei que ela tem essa dificuldade, mas eu quero muito que ela aprenda, porque senão ela vai se dar muito mal nas diversas brigas e desentendimentos que acontecerão pela vida a fora, sei lá, só um comentário, estou desabafando mas sei muito bem que você nem vai ligar, ent~~ao tá HFUAHUHAFU, bjs :*

Alana disse...

Nossa Rita, quando vi a caixa postal de novembro na atrevida, vim correndo pra entrar no blog. É incrível realmente, quando a gente é pequena e não adimite os erros. Mas eu AMEI a caixa postal desse mês. Sabe, é tudo que estou vivendo no momento, tenho uma amiga, que agora é colega, que diz que eu copio ela, e as vezes eu paro e penso: será que eu fiz algo? mas é complicado saber. Acho que o que ela diz não é atitude de uma garota de 12 anos, mas eu tento não piorar as coisas. Bom, eé só isso, to meeio seem criatividade agora, porque acabei de fazer a frase para ser superatrê.. tentei usar toda minha criatividade nela! Um beeijo, e se deer, vou deixar meu blog para vc ver também. www.crazy-feelings.zip.net

Thais R. disse...

Adorei o post, parabéns!

Dani disse...

Quando li a Atrê já pensei: Eu TENHO que ver esse blog, hehe
E aqui estou eu ^^
Isso foi um bom conselho!

Rita Trevisan disse...

Oi, meninas! Adorei os comentários! Alana, passei no seu blog hoje, viu? Beijinhos!!!

Rita Trevisan disse...

Oi, Fê, esse lance de amizade é complicado. Mas eu acho que, em alguns momentos, é melhor dar um tempo mesmo. Se a pessoa nos procurar, é porque realmente a amizade era verdadeira. Você não acha? Por outro lado, é legal a gente reavaliar o nosso comportamento também. Ou conversar, para saber o que está acontecendo. Porque às vezes pisamos na bola e nem percebemos, né? Beijos e muita sorte pra você!!!

Anônimo disse...

Oii! Seus textos são mais que perfeitos *-*
eu amo todos, é a primeira coisa que eu vou ler na atrevida quando compro, voce é demais . bjosmil :*

by: carol