sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Tudo que é bom dura pouco

Será? Eu já usei milhões de vezes essa frase aí em cima e acredito que você também tenha caído nessa. Ela serve direitinho para justificar um monte de decepções que a gente sofre na vida: um namoro que tinha tudo para dar certo e acabou por causa de um ciúme bobo, um emprego ou um curso bacana que a gente perde do nada, uma amizade dessas grandes que vai sumindo e sumindo até desaparecer por completo - por causa da distância ou de um desentendimento qualquer. Nessas horas, bate aquela tristeza e um tipo de saudade antecipada de tudo o que poderia ter sido e não foi. E pior: nem vai ser. Natural esse nozinho na garganta. Afinal, quando não é a gente quem coloca um ponto final em determinadas situações, é como se estivessem nos roubando algo, é essa sensação de frustração que persiste. Mas, em geral, o que nos “roubam” não era mesmo nosso. A idéia é que a gente aproveitasse por um período. E só.
O problema é que começamos a desejar que certas coisas durem PARA SEMPRE , só porque NAQUELE MOMENTO nos parecem convenientes. Mas a verdade é que, em geral, quando o pior do sofrimento passa, a gente percebe que o tal namoro, curso ou amizade pelo qual tanto choramos nem era, assim, tuuudo aquilo que imaginávamos... Com o tempo, as coisas voltam a ser do tamanho que sempre foram, descontados os exageros das nossas expectativas. E novas oportunidades se abrem à nossa frente, maiores e melhores.
Por isso, antes de me lamentar novamente por algo que “durou pouco”, acho que vou começar a pensar duas, três vezes. No fundo, todos os romances, as amizades, as oportunidades duram o tempo exato, o suficiente para que a experiência valha a pena. O que acontece é que a vida vai e vem, em ciclos. E um precisa terminar para que a gente se sinta livre, forte, capaz de se jogar no novo.
Recomeçar – seja o que for – dá sempre um friozinho na barriga. Mas é preciso se desprender do passado para juntar forças e perseguir outros objetivos. Se não foi ou se não é mais, paciência. Importante é ver o lado bom do desafio: agora precisaremos exigir mais de nós mesmas, para vencer as dificuldades que estão ali, bem na nossa frente - e que só poderão ser tiradas do caminho com o nosso esforço pessoal. Dá medo, mas também é gostoso. Que graça teria a vida se ela fosse sempre mais do mesmo, se a gente ficasse acomodado no que é conveniente? Sem essa! Viver é arriscar, é sair do bom para encontrar o melhor, não importa por quanto tempo a felicidade vai durar. O bacana é justamente poder perder, chorar, sofrer... para depois redescobrir o prazer de sorrir, ainda mais confiante na vida e nas pessoas.
Lamentar-se pelos pontos finais que nos surpreendem é normal. Todo mundo tem direito. Mas vale a pena pensar: será que durou pouco mesmo? Ou já estava na hora de partir pra outra?

4 comentários:

Jéssica! disse...

Adoreii já tinho lido na revista ,e quando li já anotei o nome do blog e vim conferir...
Realmente a gente fica um pouco triste quando acaba ,mas agora penso que acabou porque e era para que algo novo e muuito acontecer ..acho que as coisas são assim ; nada acontece por simples acaso..Beijos e adoreeii !!

Anônimo disse...

Isso é verdade, afinal, devemos sempre lembrar que se acabou foi porque aconteceu, pior seria se nunca tivesse acontecido.
Na vida não podemos ter medo de mudar, pois se nos contertarmos com a rotina nada vai sair do lugar, nada vai acontecer de diferente.
E tudo dura o tempo necessário para se tornar inesquecivel.
Mesmo que não queiramos aceitar o fim é parte inevitável, tudo na vida acaba, até a própria vida.

Linee' Leal disse...

Oii tdo beiim? Amoo esse blog, ee os textos qe vse escreve me ajudam muiito *--*

Concordoo muiito com o qee vse diz, acho qee recomeçaar é beim dificil, mais as vezes temos qe ser fortes! Passa no meeu tbm? www.lovee-place.zip.net

mandy disse...

Li a revista em agosto e amei! agora vim perceber que tinha o blog do lado e vim dizer que adorei todos seus textos!